quarta-feira, 20 de junho de 2012

PREGADOR CAPITALISTA

É triste contemplarmos essa cena diante de nossos olhos, pior ainda, em nossos púlpitos. Quero aqui deixar uma rápida reflexão sobre esse assunto, mesmo sabendo que não é muito fácil de se esboçar, principalmente na época em que vivemos, visto que muitos desses profissionais são nossos “irmãos”.Infelizmente, muitos de nossos irmãos tem se deixado levar pelo modelo capitalista que rege o nosso país se esquecendo que aqui – nesta terra – somos peregrinos e forasteiros (1 Pe 2.11; Sl 119.19; Hb 11.13). Interessante! É observarmos como esses profissionais valorizam mais o “ter” do que o “ser”. Querem viver na terra como cidadãos do céu, mas não como um cidadão “comum” que leva a sua cruz, que sofre pelo evangelho, que de graça dá o que recebeu. Antes, querem viver nesta terra como um cidadão do céu, mas como um cidadão celestial (burguês). Perderam o foco! Para esses profissionais, o que importa é sair no lucro e alcançá-lo seria o principal objetivo. Por isso vendem aquilo que sabem fazer de melhor, quando na verdade deveriam dar de graça e jamais estipular preço. Mas o profissional não é assim! Ele tem o seu preço, afinal de contas ele é um capitalista que esta vendendo a sua força de trabalho. Que coisa! Fico pensando se Karl Marx estivesse vivo esses profissionais de púlpito seriam a sua inspiração. Temos que admitir que trabalham muito, mas trabalham mediante pagamento, faz-me lembrar da figura do mercenário – aquele que só trabalha por salário – soldado que vai a guerra por causa do soldo, não vai por amor a pátria, trabalha por interesse, um tipo de soldado alugado( II SM 10.6 e 7; I Cr 19.7 e 8). O que dizer de alguém que só trabalha para o reino de Deus colocando o seu preço? Bom, prefiro não responder, Deus é o juiz!(Gn 18.25; Hb 10.23). Mas não posso deixar de externar a minha indignação com o modelo de vida adotado pelos “tais” profissionais. Esses na verdade sobem no púlpito e representam seu papel, consideram o púlpito como um palco onde o artista ganha para representar. Bom, temos que admitir que alguns representam muito bem e acabam por conquistar um grande número de fãs e um modo de vida bem confortável. Que profissão atraente! Talvez seja isto – o conforto demasiado proporcionado pela exploração – que esteja servindo de tentação para muitos outros que ainda não são profissionais, mas que aspiram ser. Interessante! Aspiram ser, mas não igual a Jesus, Pedro ou Paulo, mas como esses –profissionais- que vivem muito melhor do que aqueles viveram em suas épocas. Que coisa! Bom, queridos leitores! Termino aqui esta pequena reflexão pedindo a Deus que nos guarde destas coisas e deixando alguns versículos que não devemos jamais nos esquecer. Não há necessidade de se colocar preço para servir a Deus, pois Ele é quem supre todas as nossas necessidades. Ele não mudou, amém. Gloria a Deus! Mt 6 28-34 - E, quanto ao vestuário, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. 29E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé? 31Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? 32(Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; 33Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. 34Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. Fl 4.19 - O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus. 20Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre. Amém! Deus abençoe, Pr. Cássio Castelo

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