terça-feira, 18 de agosto de 2015

MODISMOS DA ATUALIDADE


VIVEMOS uma época de vários modismos...
Em algumas igrejas esses modismos tem entrado e influênciado o comportamento e o linguajar de alguns crentes. Esse tem sido o vocabulário em algumas igrejas...
É manto...é forte... Eita Deus...fala vaso ...queima ele... rs
Geralmente profetizam ao mesmo tempo enquanto a palavra está sendo pregada...já presenciei nestes cultos pessoas correndo no corredor e se acidentar com outro que vinha na contramão ... teve uma vez que o "vaso" pegou na mão de uma pessoa q estava sentada para leva-la para marchar no corredor...mas a mãe da moça segurou na outra mão e não deixava ela ser levada pelo vaso...rs...em outra oportunidade vi um jovem sair da sua cadeira e  correr no corredor, quando voltou e foi sentar errou a cadeira e caiu no chão... Já estive em culto em que chamam as pessoas a frente e afirmam q pessoas foram batizadas...sem contudo falarem línguas... Dizem por aí que esses são os cultos pentecostais, ou seja o manto, forte,etc.

Sou pentecostal, creio no poder de Deus e
faço parte de um grupo de crentes que falam línguas... Creio nos dons espirituais, nas profecias... Só não compactuo com modismos que trazem mais confusão do que edificação... Tive pastores como Valdir Nunes Bicego, José Prado Veiga...  Que nunca vi correr pelos corredores dizer que é forte ou manto, nem chamar alguém de vaso principalmente sem ser...FAÇO PARTE DESTA ESCOLA e o que aprendi quero levar comigo e ensinar aqueles que tem vontade de aprender...TENHO COMO MODELO CRISTO QUE SE LEVANTAVA NA SINAGOGA OU NO MEIO DA MULTIDÃO E PREGAVA A PALAVRA...
É isso!
Não precisa inventar nenhuma moda.

sábado, 4 de julho de 2015

RELAÇÃO ENTRE A PÁSCOA JUDAICA NA ANTIGA ALIANÇA E A CEIA DO SENHOR NA NOVA ALIANÇA (POR PAULO PESCADOR)

Uma reflexão do meu amigo e membro da AD VILA BOAÇAVA.

A páscoa é uma cerimônia de fundamental importância para Israel, tanto no âmbito histórico, quanto no religioso. Embora não seja uma ordenança para a Igreja no N.T., sua importância e significado não devem ser desprezados em hipótese alguma, pois é riquíssima em tipos e símbolos que apontam diretamente para a Igreja como consequência da obra redentora e expiatória consumada pelo Cordeiro de Deus na rude cruz do Calvário. Com isso, nota-se a grande importância do Êxodo e da Páscoa judaica para a Igreja de Cristo, não no sentido cerimonial, mas sim em relação aos tipos, símbolos e figuras, os quais apontam para a redenção passada, presente e futura.

A ceia pascal dos hebreus, após a saída do Egito, apontava ao mesmo tempo para o passado e para o futuro, pois em relação ao passado servia para comemorar a saída do Egito, lugar onde Israel foi mantido cativo por mais de 400 anos e com relação ao futuro, prefigurava o sacrifício salvífico do Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus (DISCIPULADO CPAD, v.2, p.74).

No A.T., a Páscoa judaica era uma ordenança de cunho cerimonial, simbólico e memorial, a qual deveria ser observada perpetuamente por Israel, por meio da imolação de um cordeiro, quando tomassem posse da terra prometida (conferir Êx 12.14; 25-27; 42), como comemoração da grande redenção operada por Deus em libertá-los do Egito. Sendo assim, no N.T., os cristãos, também têm uma ordenança de cunho cerimonial, simbólico e memorial, que assim como a Páscoa aponta tanto para o passado quanto para o futuro, a saber, a Ceia do Senhor, ou a comunhão, a qual foi ordenada e instituída pelo próprio Senhor Jesus “na noite em que foi traído”. As duas únicas ordenanças cerimoniais para a Igreja no Novo Testamento são: o Batismo em Águas e a Ceia do Senhor. Portanto, o objetivo memorial da Ceia do Senhor opera no sentido de que “devemos assim nos lembrar da morte do Senhor regularmente, pois, sempre que comemos do pão e bebemos do cálice proclamamos a morte do Senhor até que Ele volte” (JENSEN, 1987, p.53).

A Páscoa, judaica durante o período do A.T., apontava para o sacrifício vicário1 de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus (João 1.29). Entretanto, chegara o tão aguardado momento (Lc 22.15) do Senhor Jesus, celebrar a última Páscoa, juntamente com os seus discípulos. Foi exatamente na noite que precedeu a Sua morte, que o Senhor Jesus comeu a última Páscoa com seus discípulos, substituindo-a por Sua Ceia, sendo no dia seguinte sacrificado como o Cordeiro Pascal (Mt 26.17-29; Mc 14.12-26; Lc 22.7-20; Jo 13, 14). Com isso nota-se que assim como houve a transição da Antiga Aliança para a Nova Aliança, houve também a celebração de duas ceias; a Ceia da Páscoa e a Ceia do Senhor Jesus, uma em substituição da outra.

Conforme já mencionado, assim como a Páscoa, a Ceia de Senhor também aponta para o passado e o futuro, conforme análise do texto abaixo:

"Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.' Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: 'Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha' " (1 Co 11.23-26 – A.R.C.).

a) A Ceia do Senhor é um ato de obediência ao mandamento do Senhor Jesus: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim” (1 Co 11.23,24);
b) É um memorial à morte expiatória: (...) “fazei isto em memória de mim” (1 Co 11.24b) – grifo meu;

1 Vicário: (1) que faz as vezes de outrem ou de outra coisa (2)... (FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio 100 Anos – Dicionário Eletrônico versão 7.0. 5.ed. Curitiba: Positivo, 2010).

c) É uma proclamação: “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha” (1 Co 11.26) – grifo meu;
d) É a certeza da volta de Cristo: “(...) anunciais a morte do Senhor, até que venha” (1 Co 11.26b) – grifo meu;
e) É um fato gerador de comunhão

“Porventura, o cálice de bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é, porventura, a comunhão do corpo de Cristo?” (1 Co 10.16) – grifo meu.

Nota-se, portanto, que a principal relação entre a Páscoa judaica e a Igreja do Novo Testamento encontra-se não somente na transição (complementar, não excludente) da Antiga para a Nova Aliança, mas também na ordenança de uma nova cerimônia memorial e simbólica, a Ceia do Senhor (a cerimônia mais solene da Igreja).

“Na Antiga Aliança o povo de Deus era constituído pelos descendentes de Abraão” (segundo a carne); já “na Nova Aliança, é constituído por todos aqueles que recebem Jesus como Salvador e Senhor (Jo 1.11,12; Gl 3.7-9)” (os descendentes de Abraão segundo a fé em Cristo – Gl 3.29). “Portanto, foi necessário substituir a Páscoa por uma celebração que representasse a nova situação” (DISCIPULADO CPAD, v2, p.74).

“Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados” (HB 9.15 – A.R.A.).

2 Comunhão: [Do gr. koinonia; do lat. comunicare, comunicar] Vínculo de unidade fraterna, mantido pelo Espírito Santo, que leva os cristãos a se sentirem um só corpo com Cristo Jesus (2 Co 13.13; 1 Jo 1.3). Tendo como base o amor de Cristo Jesus, a comunhão cristã desconhece distinções sociais, culturais e nacionais (Cl 3.11). Agora, enfatiza Paulo, somos um no Filho de Deus (Rm 12.5). Eis porque choramos com os que choram, e alegramo-nos com os que se alegram. Para que este ideal perdure é mister que coloquemos em contínua prática este princípio áureo: “Amai-vos uns aos outros como eu voa amei” (Jo 13.34). Não basta amar o próximo como a nós mesmos; temos de amá-lo como Jesus nos amou.

Tornou-se a comunhão uma palavra tão cara para os cristãos, que já nos primórdios os designava a Santa Ceia (1 Co 10.16). Nesta celebração, conscientizamo-nos que somos um com o Senhor.

Comunhão significa também cooperação.

(ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.231).

ALGUMAS PREFIGURAÇÕES IMPORTANTES DA PÁSCOA

O cordeiro pascal

Segundo Habershon (2003, p. 38) o cordeiro pascal é um dos tipos mais familiares, sendo assim, o capítulo 12 do Êxodo que relata a ordenança da Páscoa, embora esteja repleto de ensinos que apontam para o N.T., tem seu principal pensamento contido nas palavras “vendo eu o sangue, passarei por cima de vós”. Essa maravilhosa passagem “nos conta a respeito da redenção mediante o sangue, o único meio de livramento da ira; e nos fala da necessidade de apropriação pessoal, por não haver somente o sangue derramado, mas também o sangue aspergido”. Sendo assim, além do cordeiro ser sacrificado em favor de toda a nação de Israel, seu sangue devia ser colocado em uma bacia na viga superior e nas laterais das portas, individualmente a favor do primogênito de cada família.

O cordeiro pascal prefigurava Jesus Cristo que seria sacrificado no lugar dos pecadores. Por meio de Sua morte, seria estabelecida “uma Nova Aliança entre Deus e seu povo, onde os laços de sangue seriam substituídos pelos laços de fé”. Dessa forma, conforme abordado no tópico anterior, se na Antiga Aliança, o povo de Deus era constituído pelos descendentes de Abraão, na Nova Aliança é constituído por todos quantos recebem Jesus Cristo como Salvador e Senhor (DISCIPULADO CPAD, v2, p.74).

Sendo a Páscoa uma cerimônia intimamente ligada à Antiga Aliança e restrita a Israel, a compreensão do cordeiro pascal como tipo de Jesus Cristo (o Cordeiro de Deus) auxilia o cristão no entendimento do porque a Páscoa foi substituída Pela Ceia do Senhor como o selo da Nova Aliança no sangue do Senhor Jesus.

O sacrifício substitutivo

Portanto, o propósito do sacrifício do cordeiro da Páscoa não era outro senão incutir na mente do povo hebreu o conceito de salvação pelo sangue, preparando-os assim para o advento de Jesus Cristo para quem apontavam todos os sacrifícios do A.T., isto é, com sua vinda o Senhor Jesus substituiria todos aqueles sacrifícios de animais (insuficientes para a expiação total) por um sacrifício único e suficiente, o seu. Assim, da mesma forma que os primogênitos de cada casa da Israel foram substituídos por um cordeiro, o povo de Deus deveria aprender também o conceito do sacrifício vicário (substitutivo), ou seja, o inocente (cordeiro) toma o lugar do culpado e é sacrificado.

O sangue do cordeiro pascal

Ada Habershon em sua explanação tipológica afirma que há pessoas que creem no sacrifício salvífico do Senhor Jesus e no derramamento do seu precioso sangue expiatório, mas não se apropriam dele, o que equivale a dizer que se os israelitas apenas tivessem confiado no fato da morte do cordeiro pascal, isso não teria produzido confiança, mas como eles fizeram o que Deus mandou, apropriando-se do sangue por meio da aspersão nos umbrais das portas, puderam ficar em paz e com a segurança de que o anjo destruidor não entraria em suas casas. Nada além do sangue do cordeiro, poderia ter mantido.

3 Expiação:

a) [Do lat. expiationem, reparação de culpas] Cancelamento pleno do pecado com base na justiça de Cristo, propiciando ao pecador arrependido a restauração da sua comunhão com Deus (1 Jo 1.7).

A expiação tem um efeito maior que a propiciação. Esta implica no abrandamento da ira divina, ao passo que aquela, implica no cancelamento de toda nossa dívida para com Deus.

A morte de Cristo é a base da expiação (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.356);

b) No AT, sob a Lei Mosaica, a expiação pelo pecado era conseguida através da morte de uma vítima sacrificial (um animal a ser sacrificado). “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fara expiação em virtude da vida [da vítima]” (Lv 17.11). [...] No NT, [...] a palavra descreve o trabalho ou a ação de Deus em Jesus Cristo pelo qual o pecador é reconciliado com Deus [...]. A expiação bíblica tem uma forma clara, e esta reconciliação específica é efetuada pela morte de Jesus Cristo em sua encarnação, vida, morte, ressurreição e ascensão (PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 749).

O anjo destruidor fora dos lares. Não haveria lugar seguro quando o anjo destruidor passasse, a não ser debaixo da proteção do sangue do cordeiro. Nem as mais fortes construções poderia protegê-los do juízo divino. “Nem no trono, nem na masmorra [...] nem os guardas do palácio, nem os muros das prisões”. Só debaixo da proteção do sangue do cordeiro as casas estariam livres do anjo da morte, pois sem a marca do sangue não haveria “casa em que não houvesse morto” (Êx 12.30). “Embora a referência seja primariamente às casas dos egípcios, assim aconteceria no país inteiro, inclusive nas casas dos israelitas; pois em cada lar devia haver morte – ou do primogênito ou do cordeiro” (HABERSHON, 2003, p. 39) – grifo meu.

Também não havia mérito pessoal algum no livramento dos israelitas quando passou o anjo da morte sobre o Egito. Todo o mérito estava no sangue do cordeiro, sendo assim, os primogênitos que estavam nas casas cujas portas foram aspergidas pelo sangue do cordeiro foram salvos da morte “não por sua justiça, mas por terem confiado no sangue. Em todas as casas em que o sangue não foi encontrado, o anjo da morte entrou e feriu o primogênito”. Assim, da mesma forma que o sangue do cordeiro pascal salvou os israelitas da morte, “é unicamente o sangue de Cristo que nos salva da morte” (JENSEN, 1987, p.53).

Nota-se tanto pelas narrativas de Ada Habershon e de Irving L. Jensen, como principalmente, pela análise relatos bíblicos do A.T. e do N.T. que da mesma forma que não havia lugar ou abrigo seguro capaz de proteger os primogênitos egípcios do juízo divino que seria executado pelo anjo destruidor, assim também não há salvação ou lugar seguro para aqueles que não estiverem abrigados debaixo do sangue do “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29) e que “nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7), pois não há mérito algum no homem para que seja salvo.

Jensen (1987, p.53) apresenta uma interessante tabela sobre a prefiguração do sangue do cordeiro pascal, cumprida fielmente no sangue de Jesus Cristo, conforme segue:

Páscoa e Redenção

1. O Sacrifício devia ser um cordeiro
1. Cristo foi o Cordeiro de Deus (1 Co 5.7)
2. O cordeiro devia ser sem defeito nem mancha (v. 5)
2. Cristo não tenha defeito nem mácula (1 Pe 1.18,19)
3. Deve estar na plenitude da sua existência quando oferecido (v.5)
3. Cristo estava em plena maturidade quando foi oferecido (33 anos)
4. O sangue do cordeiro seria derramado para salvar vidas (vs 6-7).
4. O sangue de Cristo foi derramado para que todos pudessem viver (Jo 3.16; 1 Pe 2.24)
5. Não bastava que o sangue fosse derramado, mas quem quisesse beneficiar-se dele devia aplicá-lo em sua porta com um molho de hissope (vs 7.,22).
5. Não é suficiente que seu sangue tenha sido derramado, mas cada um se quiser extrair dele benefícios, deve aplicar o sangue a seu próprio coração pela fé (Rm 3.25-26; 10.9,10).
6. O sangue deveria ser visível do lado de fora (v. 7).
6. Cristo deve ser confessado pública e abertamente perante os homens (Mt 10,32,33)
7. Não haveria salvação a não ser por meio das portas manchadas com o sangue (v.22).
7. Não há salvação senão por meio do sangue de Cristo (Mc 16.16).
8. Quando estivessem perdoados por meio do sangue, deveriam alimentar-se do cordeiro cujo sangue serviria para salvá-los da morte (v.8)
8. Uma vez salvos e cobertos pelo sangue, devemos nos alimentar de Cristo, cujo sangue nos salvou da morte (Jo 6.35,56)
9. A carne deveria ser comida com ervas amargas
9. Devemos constantemente nos lembrar, com espírito contrito do preço que Cristo pagou por essa redenção
10. A refeição deveria estar isenta de qualquer fermento (tipo de pecado) (v.8)
10. Não devemos praticar o pecado, evitando até mesmo a aparência do mal (1Jo 3.9,10)
11. Os israelitas deveriam manter a atitude dos peregrinos: lombos cingidos, pés calçados, cajado na mão (v. 11).
11. Aqueles que são salvos pelo sangue de Cristo devem manter uma atitude de peregrinos nesse mundo (1 Pe 2.11; Hb 11.13).

O uso do termo “congregação”

Foi justamente na ordenança de Páscoa que Deus utilizou pela primeira vez o termo bíblico “congregação”. Daí vem o termo técnico para descrever Israel em sentido religioso. É desse termo no hebraico que vem o uso subjacente do termo ekklesia4 utilizado para designar a Igreja22 no Novo Testamento (COLE, 1980, p. 101).

4 Igreja:

a) Etimologia: (panteônimo) “Do Gr. εκκλησια Ekklesia, de εκ ek, “de dentro para fora de”, e; καλεω kaléo “chamar, eu chamo”, sign. “chamar para fora, reunião de cidadãos chamados para fora de seus lares para algum lugar público, assembleia, reunião”. Mt 16.18 (MORAES, Elias Soares de. Dicionário Etimológico de Nomes Bíblicos. São Paulo: Beit Shalom, 2010, p.218);

b) Conceito: “[Do hb. Qahal, assembleia do povo de Deus; do Gr. Ekklesia, assembleia pública] Organismo místico composto por todos os que aceitam o sacrifício vicário de Cristo, e tem a Palavra de Deus como a sua única regra de fé e conduta (Ef 5.30-33). No Novo Testamento, o mesmo termo aplica-se também ao ajuntamento dos fiéis, num determinado lugar, para adorar a Deus, fortalecer a comunhão fraternal e desenvolver o serviço cristão (Fm 2)” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.221);

c) Lexicografia: 1577 εκκλησια ekklesia

de um composto de 1537 e um derivado de 2564; TDNT - 3:501,394; n f

1) reunião de cidadãos chamados para fora de seus lares para algum lugar público, assembléia
1a) assembléia do povo reunida em lugar público com o fim de deliberar
1b) assembléia dos israelitas
1c) qualquer ajuntamento ou multidão de homens reunidos por acaso, tumultuosamente
1d) num sentido cristão
1d1) assembléia de Cristãos reunidos para adorar em um encontro religioso
1d2) grupo de cristãos, ou daqueles que, na esperança da salvação eterna em Jesus Cristo, observam seus próprios ritos religiosos, mantêm seus próprios encontros espirituais, e administram seus próprios assuntos, de acordo com os regulamentos prescritos para o corpo por amor à ordem
1d3) aqueles que em qualquer lugar, numa cidade, vila,etc, constituem um grupo e estão unidos em um só corpo
1d4) totalidade dos cristãos dispersos por todo o mundo
1d5) assembléia dos cristãos fieis já falecidos e recebidos no céu
Sinônimos ver verbete 5897
(STRONG, James: Léxico Hebraico, Aramaico E Grego De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2002; 2005, S. H8679)

Ervas amargas

Segundo Cole (1980, p. 103), o uso de ervas amargas no preparo do cordeiro pascal pode significar uma prefiguração do uso da ‘mirra’ na crucificação do Senhor Jesus, uma vez que o autor afirma que “o evangelista pode ter visto aqui a chave para a ‘mirra’ amarga que foi misturada com o vinagre oferecido a Cristo na cruz (Mc15.23), especialmente tendo-se em vista que ele era considerado a vítima pascal (1 Co 5.7)”. Sendo assim, Pfeiffer e Harrison (2001, v.1, p. 80) afirmam que “isto serviria para "chamar a atenção para a amargura da vida experimentada por Israel no Egito, e esta amargura devia ser sobrepujada pela doçura da carne do cordeiro”.

O pão sem fermento

Pfeiffer e Harrison (2001, v.1, p. 80) afirmam que:

Os pães asmos eram símbolos de uma vida nova purificada do fermento da natureza pecadora. Por causa disso os israelitas deviam abandonar todo o fermento da natureza egípcia, o fermento da malícia e maldade, e comer o pão puro e santo, reunindo-se para a adoração a Deus a fim de demonstrar que estavam andando em novidade de vida. Comer pão levedado nesta festa seria uma negação do ato divino, pelo qual Israel foi introduzido na vida nova de comunhão com Jeová.

Segundo Habershon (2003, p.34) o pão que é partido na Ceia do Senhor “é o vínculo entre sua morte e a sua segunda vinda, pois nos lembramos do seu corpo rompido e do sangue vertido ‘até que Ele venha’”. Sendo assim, “entre a Sua ressurreição e a Sua segunda vinda, temos Cristo, o Alimento do seu povo, na oferta do cereal, da qual os sacerdotes se alimentavam, bem como na festa dos pães sem fermento depois da Páscoa”.

"Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado" (2 Co 5.6,7 – A.R.A.).

Quer seja a Páscoa, ou toda e qualquer cerimônia do povo de Deus no Antigo Testamento, tudo aponta para a Pessoa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus e nosso Cordeiro Pascal:

“Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (1 Co 5.7b – A.R.C.).
10
Isso significa que no Senhor Jesus a páscoa foi abolida, pois agora Cristo é a nossa Páscoa! (TOGNINI, 2010, p.71).


REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Revista e Atualizada, com Números de Strong: versão digital Libronix. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005.
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Revista e Corrigida: versão digital Libronix. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil,1995; 2005.
COLE, Alan. Êxodo Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica. São Paulo: Vida Nova, 1980.
CPAD. Discipulado – Mestre. Rio de Janeiro, v.2.
HABERSHON, Ada. Manual de tipologia Bíblica. São Paulo: Vida, 2003.
JENSEN, Irving L. Êxodo: Estudos Bíblicos. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.
MORAES, Elias Soares de. Dicionário Etimológico de Nomes Bíblicos. São Paulo: Beit Shalom, 2010.
PFEIFFER, Charles F.; HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody – Gênesis a Deuteronômio. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 2001, v.1.
PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.
STRONG, James. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong versão digital Libronix. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2002; 2005.
TOGNINI, Enéas. Eclesiologia - A Doutrina da Igreja. São Paulo: Arte Editorial, 2010.

sábado, 7 de março de 2015

TEXTO ÁUREO DA EVANGELIZAÇÃO - MC 16.15

Marcos 16.15 é o texto áureo da igreja militante.

A igreja que está trabalhando aqui na terra para engrandecimento do reino de Deus.

Este versículo por si só já é uma pregação

O interessante é que na bíblia existem alguns textos que exprimem muito bem aquilo que  querem dizer, por exemplo:

Quando pensamos no amor de Deus -  o versículo  que nos vem à mente é (Jo 3.16)
Quando pensamos no nascimento de Jesus (Lc 1.28-32)
Quando pensamos na encarnação (João 1) (no principio Ele era o verbo ...)
Quando pensamos na sua infância (Lc 2.40)
Quando pensamos na sua morte (Jo 20)
Quando pensamos na sua ressurreição (Mc 16.1)

Agora quando o assunto é evangelização o versículo que nos vem a mente é (Mc 16,15)
Ide por todo o mundo....

Um versículo pequeno,  mas que traz na sua essência pelo menos quatro grandes ensinamentos para nos:

Primeiro- ele nos ensina que Jesus Cristo é o Senhor e por isso pode dar uma ordem imperativa  (IDE);

Segundo - ele nos faz entender que não existe limite geográfico para se evangelizar (por todo o mundo);

Terceiro – ele nos estimula à ação  (pregai o evangelho)

Quarto – ele nos mostra o alvo da evangelização (toda a criatura)

Quem ganha alma sábio é.

Cássio Castelo

Pesquisar este blog

Teologia, Devocional e informação do cenário evangélico