sexta-feira, 11 de março de 2016

O amor: o maior de todos os dons


Borboleta pousa em flor dentro de um jardim. title "O amor, o maior de todos os dons
"Como o Pai me amou, assim também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Estas coisas vos tenho dito, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" -  João 15. 9-12.

A mensagem da Bíblia começa com amor e termina com amor. Tem início com o casamento de Adão e Eva no Jardim do Éden e termina com a união de Cristo e sua igreja no Apocalipse. Gênesis 2.18, 21-24;  Apocalipse 19.6-8.

O amor é o bem supremo a ser anelado por homens e mulheres, adultos, jovens e crianças. Amar é a maior experiência de um homem no curso de sua existência. Amar é a maior experiência do homem no curso da sua vida.

É claro, não me refiro ao amor platônico que se ama de perto como se longe estivesse, porque julgam ser o amor impuro por natureza e contamina a alma. Também não estou fazendo referência alguma ao amor livre, sensual, imoral; que degrada, degenera e que transforma o belo na pior espécie de esgoto urbano.

Deus é amor

Por que desejamos o amor? Desejamos o amor pela sua origem: "Deus é amor”.

O apóstolo afirma: "E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem permanece em amor, permanece em Deus, e Deus nele. Nisto é aperfeiçoado em nós o amor, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos também nós neste mundo. No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor" - 1 João 16-18.

Amor. Esta foi a única forma encontrada na Bíblia para definir Deus. Desejamos o amor porque o amor é de Deus.

Como porta-voz da mensagem de Deus, escreveu muito bem Jeremias, 31.3: “Com amor eterno Eu te amei”. O amor não é como uma árvore seca; como nuvens da manhã que passam ou a relva que murcha e seca, mas é como as montanhas que sempre estão firmes. Entra ano e sai ano, elas permanecem inabaláveis. Tudo ao redor pode mudar, elas não. Continuam sempre lá, imponentes, desafiadoras, dominando a paisagem.

Jesus é a encarnação do amor de Deus.

Onde encontramos Jesus? Com os pecadores. Com a multidão aflita e sofrida que vivia como ovelhas sem pastores, no meio de lobos famintos e vorazes.

O encontro de Jesus com a mulher samaritana foi o encontro do amor com o ódio cruel e racial. Qual dos dois você imagina que venceu: o ódio ou o amor? O amor é o único sentimento e a única arma que pode vencer o ódio. João 4.4-30.

Sem Jesus pode faltar amor, vão sobrar mágoas, ódio, revolta, repulsa, amargura, aversão, antipatia, desprezo e indignação.

O amor é o dom supremo

O amor está por todas as partes da Bíblia: ele está presente na história da criação; ele está presente na história da redenção; ele está presente na história de cada um de nós.

Cantares de Salomão é um livro fácil de ser lido e entendido porque retrata a história de duas pessoas que se amam.

Gostamos muito de João 3.16 porque retrata, em poucas e inconfundíveis palavras, a história irrefutável do amor de Deus por nós.

Aprendemos bastante sobre o amor lendo 1 Coríntios 13.

O amor é maior que a eloquência. Amor não é uma questão de linguagem, de teoria, mas de prática – “ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa e o sino que retine”, versículo. 1.

O amor é maior que a profecia. É maior do que a capacidade de predizer coisas passadas, presentes ou futuras: “ainda que eu tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e ciência, mas se não tiver amor...”, versículo 2.

O amor é maior que a fé. A fé aponta para cima, enquanto o amor aponta para todos os lados: “ainda que eu tivesse toda a fé, de tal maneira que transportasse os montes e não tivesse amor, nada seria”, versículo 2.

O amor é maior que os nossos conceitos humanistas: “ainda que eu distribuísse todos os meus bens para o sustento dos pobres, se não tiver amor...”, versículo. 3;

O amor é maior que qualquer sacrifício que o ser humano possa fazer: “ainda que eu entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”, versículo 3.

Anelamos pelo amor devido ao seu valor, pela sua qualidade. Paulo defende o amor porque o amor é bom, justo, se alegra com a verdade – se porta com decência; é justo nas suas atitudes com o próximo – de pensar, sentir e agir, e ele é verdadeiro no seu relacionamento. Romanos 7.12; 1 Coríntios 13.5, 6.

Queremos o amor pelas qualidades que ele tem. E uma das grandes qualidades do amor é que ele não falha. O amor é maior do que os dons espirituais. A profecia pode falhar; o amor, não. A fé, num determinado momento de fraqueza, pode falhar. Revelações podem falhar. O crente pode falhar no exercício dos dons espirituais e no seu testemunho pessoal; só não falha quem ama. 1 Coríntios 13.8.

Paulo resume magistralmente a conduta de quem realmente ama: “o amor seja sem hipocrisia”, mesmo porque hipocrisia não combina com amor: “o amor não pratica o mal contra o próximo”, porque essa é a sua natureza. Romanos 12. 9; 1 Corintios 13.10.

Suspiramos pelo amor porque ele é eterno: “o amor jamais acaba”. Na vida tudo é transitório, menos o amor. Permanecem a fé, a esperança e o amor. Estes três. Mas o maior destes é o amor porque é o único que jamais tem fim.  Coríntios 13.13.

O exercício do amor

• Lucas 10.30-37. A lição na parábola do Bom Samaritano.

Somos chamados para amar o excluído social, o anônimo. Atos de bondade são vistos na parábola do Bom Samaritano que inspira atos de misericórdia até os dias de hoje. No amor não há espaço para agir com indiferença ao necessitado, como fizeram o sacerdote e o levita, tendo como desculpa o compromisso de servir no templo.

No amor não há hipocrisia como bem enfatiza a narrativa sobre a conduta reprovável expressadas na ingratidão e traição Judas Iscariotes, João 13.2, 27-30.

• Lucas 15.11-32. A lição na parábola do filho pródigo.

Vemos esse amor na expressão reconciliadora do pai com o filho pródigo: quando reabilita o filho.

Há uma dúvida sobre a qualidade do amor quando o pai do filho pródigo entrega ao filho menor a parte da herança pertencente a ele. O pai pode chamar isso de amor, mas um psicoterapeuta vai chamar isso de paternidade irresponsável. Isso é amor? O pai não dialoga, não resiste a vontade do filho perdulário. Ele simplesmente atende o pedido. Agora, quando o pai reabilita o filho maltrapilho, malcheiroso e mal de tudo – incontestavelmente, isso é amor.

O amor impõe termos, usa o bom senso, sabe dizer não. Amar não é concordar sempre. O amor determina limites; o perdão não. O perdão não conhece medidas.

• João 11.16. A lição na atitude de Jesus diante do julgamento da mulher adúltera.

Quando Jesus ministra perdão à mulher pecadora, não discute o tamanho do pecado dela. Ele é a expressão do amor puro, que une, que jamais divide. Não a discrimina e nem a humilha. Amar é perdoar sem exigir nada em benefício próprio. Perdoa-a e repreenda-a brandamente: "Vá e peques mais". 

Considerações finais 

Então, vamos seguir o que a Bíblia recomenda sobre o amor? Você tem amado? Que as palavras do Senhor dirigidas a Efraim e Judá - que fingiram amar -  não sejam para nós: “Que te farei, ó Efraim, que te farei, ó Judá, porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e o orvalho da madrugada que cedo passam” -  Oseias 6. 4.

Hoje este amor está entranhado em mim e em você. A nossa história tem de ser uma de quem ama e não de quem é indiferente ao sofrimento alheio e de quem odeia. Quem não ama não passou pela vida; e é melhor não viver do que viver e não amar. Até os animais amam.

Não podemos entender nada em nossa vida em nem na Bíblia se não for através do amor.

O amor: o maior de todos os dons, autoria de Joaquim Vidal de Araujo. Artigo publicado originalmente no Jornal Aleluia, edição fevereiro de 2008. Extraído do site www.iprb.org.br. Postagem realizada neste blog com adaptações.

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